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Elastografia
Hepática
por Ultrassom

Fundamentos, indicações
e interpretação clínica
A elastografia hepática por ultrassom (US-elatia) corresponde à sonoelastografia da fibrose hepática. O método permite avaliar o grau de fibrose do fígado, com acurácia comparável aos estudos de biópsia hepática. Quando essa técnica apresenta-se diferente é importante considerar as limitações da técnica e diferenciar de outras etiologias ou comorbidades diversas.
Princípio físico Ondas de cisalhamentos são gerados nos parênquima hepático e rastreadas por ultrassom. A velocidade de propagação é convertida em kPa (rigidez) ou m/s.
Modalidades disponíveis
Indicações com evidência consolidada MASLD / NAFLD Indicado em pacientes com fatores de risco cardiometabólicos. Estadiamento de fibrose e estratificação de risco para progressão. Hepatites B e C Estadiamento pré-tratamento e monitoramento pós-SVR (HCV) ou pós-supressão viral (HBV). Queda da LSM reflete resposta histológica. Doença hepática alcoólica Estratificação de risco e acompanhamento objetivo da abstinência. Reduções da LSM correlacionam-se com melhora do parênquima. Doenças autoimunes e colestáticas HAI, CBP, CEP — estadiamento integrado ao painel não invasivo, com seguimento sem necessidade de biópsia seriada. Cirrose avançada (cACLD) Estratificação de CSPH pelo critério de Baveno VII. VCTE ≥ 25 kPa = rule-in; ≤ 15 kPa + plaquetas ≥ 150k = rule-out. Avaliação pré-operatória Cirurgias oncológicas, bariátrica e seleção de doadores. LSM como preditor de risco hepático perioperatório.
Limitações da LSM Inflamação aguda, congestão venosa e colestase obstrutiva elevam a rigidez de forma independente da fibrose — contexto clínico e laboratorial são indissociáveis da interpretação Obesidade grave, ascite volumosa ou resultados discordantes: indicação para elastoressonancia. Quando manter a
indicação de biópsia:
Discordância clínico-laboratorial Suspeita de doença infiltrativa concomitante Colestase obstrutiva ativa Congestão hepática Quando a decisão terapêutica exige confirmação histológica.
US-Elastografia vs. Biópsia Hepática
Valores de corte - VCTE (FibroScan®) Os cutoffs variam por técnica, plataforma e etiologia. Os valores abaixo são referência para VCTE e devem ser interpretados com critérios de qualidade (IQR/M ≤ 0,30; taxa de sucesso ≥) 60%): Siglas:
2D SWE: 2D Shear Wave Elastography; AACE: American Association of Clinical Endocrinology; AASLD: American Association for the Study of Liver Diseases; ARFI: Acoustic Radiation Force Impulse; cACLD: Doença Hepática Crônica Avançada Compensada; CBP: Cirrose Biliar Primária; CEP: Colangite Esclerosante Primária; CSPH: Hipertensão Portal Clinicamente Significativa; EASL: European Association for the Study of the Liver; HAI: Hepatite Autoimune; HBV: Vírus da Hepatite B; HCV: Vírus da Hepatite C; IQR/M: Razão entre o Intervalo Interquartil e a Mediana; kPa: Quilopascal; LSM: Medição da Rigidez Hepática; m/s: Metros por segundo; MASLD: Doença Hepática Esteatótica Associada à Disfunção Metabólica; NAFLD: Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica; pSWE: Point Shear Wave Elastography; SVR: Resposta Virológica Sustentada; TE: Transient Elastography; US: Ultrassom; US-elasto: Elastografia hepática por ultrassom; VCTE: Vibration-Controlled Transient Elastography; WFUMB: Federação Mundial de Ultrassom em Medicina e Biologia.
Serviço de Assessoria
ao Médico (SAM)

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