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Esporotricose entra
na lista das doenças de
notificação compulsória

Devido ao aumento no número de casos no Brasil, o Ministério da Saúde anunciou atualização em nota técnica incluindo a esporotricose humana na Lista Nacional de Notificação Compulsória.

A esporotricose é uma infecção fúngica subaguda ou crônica causada por espécies do gênero Sporothrix, principalmente Sporothrix schenckii, S. brasiliensis, S. globosa e S. mexicana. Desde o fim dos anos 1990, observa-se aumento de casos humanos e felinos, impulsionados pela transmissão zoonótica, principalmente pela espécie emergente Sporothrix brasiliensis.
Diagnóstico da esporotricose O diagnóstico de suspeição de esporotricose é fundamentado nas manifestações clínicas cutâneas e sistêmicas, e na presença de exposição ambiental ou zoonótica. O diagnóstico laboratorial da esporotricose apoia-se em 4 métodos: 1 - Cultura fúngica de amostras clínicas 2 - Análise molecular das amostras (PCR e NGS) 3 - Histopatologia de lesões 4 - Sorologia para Sporotrix spps
PCR e NGS para Esporotricose Técnicas de PCR com primers específicos para S. brasiliensis, S. schenckii e S. globosa apresentam alta sensibilidade (89–100%) e especificidade (100%), podendo ser aplicadas diretamente em tecidos ou amostras clínicas. O alvo mais utilizado é o gene calmodulina (CAL) e regiões ITS, permitindo discriminação entre espécies clinicamente relevantes.

O valor preditivo positivo do PCR é elevado em áreas endêmicas devido à alta especificidade, e o valor preditivo negativo é superior ao da cultura, especialmente em casos de baixa carga fúngica ou uso prévio de antifúngicos.

Em resumo, PCR supera a cultura em sensibilidade, mantém especificidade equivalente ou superior, e oferece maior rapidez e precisão para o diagnóstico de esporotricose.
O Richet oferece as ferramentas para o diagnóstico da esporotricose, desde a cultura fúngica ao diagnóstico molecular. O teste PAINEL METAGENÔMICO PARA BACTÉRIAS E FUNGOS, realizado por sequenciamento de DNA de alto desempenho de amplicons do gene ITS1 para fungos (código IDFUNBAC), é capaz de identificar o Sporotrix spp. e pode ser realizado em fluidos e secreções corporais, biópsias (previamente maceradas), swab e raspado de pele, e em microrganismos isolados de amostras clínicas.
Serviço de Assessoria
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